Tem uma coisa que sempre existiu — mas hoje parece que virou epidemia:
Gente opinando com segurança absoluta sobre aquilo que não faz ideia de como funciona.
E eu não tô falando de feedback construtivo.
Tô falando de palpite mesmo.
Desavisado. Mal embasado. Cheio de confiança.
Com aquele ar de “se fosse comigo, faria diferente”. E claro: melhor.
Eu costumo brincar — ironicamente — que:
“O outro sempre faz melhor o seu trabalho.”
Afinal, parece que todo mundo entende mais da sua função do que você, né?
Se você é designer, o cliente vira especialista em tipografia.
Se é professor, tem pai que sabe mais de pedagogia.
Se é gestor, sempre tem alguém que “lideraria melhor” (mesmo que nunca tenha liderado ninguém além do próprio cachorro).
🤳 A era da opinião como especialidade
Com a internet, muita gente confundiu acesso à informação com conhecimento de causa.
Viu um vídeo? Já é técnico.
Leu uma thread no X? Já é gestor.
Escutou um podcast? Pronto: coach, mentor e analista comportamental.
Mas uma coisa é saber sobre.
Outra bem diferente é saber fazer.
🧠 Todo mundo pode opinar — mas nem toda opinião pesa igual
Opiniões são bem-vindas. Sempre.
Mas vamos combinar: tem opinião que ajuda. E tem opinião que só atrapalha.
O problema não é o palpite em si.
É o tom de certeza.
É a crítica sem contexto, sem vivência, sem responsabilidade sobre o que foi dito.
🛠️ Para quem trabalha sério, fica o alerta:
- Nem todo comentário precisa de resposta.
- Nem toda crítica merece consideração.
- E nem todo especialista de ocasião merece palco.
Fazer bem feito é um caminho silencioso.
E, às vezes, solitário.
Mas quem sabe do processo, do bastidor, do esforço — é você.
🎯 Fecho com uma provocação:
Não se deixe paralisar por quem nunca se arriscou a fazer.
Ou como diria um velho provérbio adaptado:
“Na prática, a teoria é outra.”

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